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4 vantagens de estar em contacto com a Natureza

No ano passado a minha mulher fez uma viagem ao Nepal. Eu fiquei sozinho com as minhas duas filhas – uma de quatro e uma de seis anos.
Lembro-me que a mais a nova, uma vez, começou a chorar. Queria a mãe.
Eu fazia de tudo para tentar consolá-la. Fazia jogos, contava-lhe histórias, lia-lhe livros mas percebi que nada podia, realmente, substituir a presença da mãe. E é também assim que eu encaro a presença da Natureza na minha vida.
Tentamos substituir a Natureza com um monte de outras coisas mas nada do que possamos faz, realmente, substitui a presença e a nossa interação com a Natureza.

Ponto 1: A natureza deixa-nos mais inteligentes. 
Um estudo realizado pela Universidade de Michigan demonstrou que os participantes que foram submetidos a apenas uma hora interação com a Natureza tiveram as suas performances melhoradas, em até vinte por cento.
Não só a sua performance mas os seus níveis de atenção melhoraram, em até vinte por cento, depois de apenas uma hora de interação com a Natureza.
Isso é incrível!

Ponto 2: A natureza tem o poder de nos curar.
Pesquisadores da Pensilvânia demonstraram que pacientes, quando estão no hospital e têm uma vista para árvores ou por algum outro meio natural, recuperam mais rápido. Ficam menos tempo hospitalizados e têm que tomar menos remédios, comparativamente a outros pacientes que não têm vista para lugar nenhum. Ou têm vista, simplesmente, para prédios e para outras construções.

Ponto 3: A natureza faz-nos melhores seres humanos.
Um estudo da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos, demonstrou que pessoas que vivem mais próximas da Natureza são mais generosas umas com as outras.
Valorizam mais a comunidade, ajudam-se mais uns aos outros e são, até, mais generosas com seu próprio dinheiro.

Ponto 4: A Natureza deixa-nos mais felizes.
Pesquisadores da Suécia demonstraram que correr perto da Natureza, num ambiente natural, faz- nos pessoas com menos tendência para a depressão, com menos ansiedade e com menos crises de raiva.
Basta correr em ambientes naturais, fazer caminhadas em trilhos.
Ensine o seu filho a amar e a respeitar a Natureza. Deixe-o pisar a relva descalço. Certamente, vai crescer uma criança muito mais realizada, feliz e completa.

Lembre-se, nós somos seres biológicos, nós somos seres naturais, nós precisamos da Natureza, nós precisamos nos conectar mais com a Natureza.


Tem que fazer isto se quiser ter sucesso

Quero falar-lhe de algo muito importante que tem que fazer para se tornar uma pessoa de sucesso.
Um dos meus coachees tem um trabalho que gosta. Não adora mas está OK. Ganha perto de mil euros e vai vivendo. Mas tem um sonho. O sonho de se tornar uma pessoa de sucesso, uma pessoa que ganha mais dinheiro, uma pessoa que consiga ter mais tranquilidade financeira e na vida.
Só que, durante a sessão de coaching, repetia constantemente esta frase,”Se, ao menos, ganhasse um pouco mais de dinheiro, eu teria mais tranquilidade para poder me dedicar a outras coisas. Porque o que acontece na minha vida hoje é que estou muito preocupado em pagar as minhas contas, estou muito preocupado que aconteça algum imprevisto… pode ser que meu carro se estrague, pode ser que eu tenha um problema de saúde… eu
não tenho dinheiro para eventuais problemas”. Eu perguntei-lhe, “Mas como está a sua vida hoje? Ou seja, está a atravessar algum problema?”. Respondeu que não mas, o que ganhava, gastava. Não sobrava nada.
Explicou-me ainda que esse problema, de  chegar sempre aflito ao fim do mês, não o permitia concentrar-se para desenvolver novos projetos.
Pois bem, se quer desenvolver-se para atingir novos patamares preste atenção: Tem que inverter a ordem das coisas.
Está muito preocupado em ganhar um pouco mais para ter mais tranquilidade.
Essa ordem está errada. Isso nunca vai acontecer. Porque quando ganhar um pouco mais, vai gastar um pouco mais. Eu conheço gente que ganha mil euros e gasta mil euros por mês. Eu conheço gente que ganha 10 mil euros por mês e gasta 10 mil euros por mês, eu conheço gente que ganha 30 mil euros por mês e gasta 50 e está em dívida.
Então, o seu nível de vida vai aumentando à medida que o seu salário aumenta.
Não tenha ilusões. Se acha que vai ficar tranquilo por ganhar mais dinheiro não deve pensar dessa forma. É um erro.
Qual é, então, a solução? Inverter a ordem dos valores.
Primeiro, você desenvolve-se. Primeiro, torna-se a pessoa que quer ser. E, depois, o sucesso vem até si. Depois, o sucesso é atraído até si.
Não é ganhar um dinheirinho para depois ter sucesso. É, primeiro, ter sucesso para depois ganhar.
Como se faz isso?
Eu sei que é difícil pensar noutras coisas quando está mais ou menos apertado financeiramente, está a viver a vida só para pagar as contas. Mas é nesse momento que tem que atuar. É nessas horas que tem que fazer diferente de todas as outras pessoas. Porque todo mundo vai sempre viver essa vidinha, de ganhar um dinheirinho e pagar as
continhas no final do mês. Mas se você quer ser diferente, tem de agir de modo diferente.
Tem que acordar mais cedo e desenvolver-se. Tem que ler livros, especializar-se na área em que se quer destacar, praticar atividade física. Estes são hábitos das pessoas de sucesso.
O sucesso virá então. Naturalmente.
Você tem que ser o melhor funcionário da sua empresa antes de receber um aumento, antes de receber uma promoção. É quando se torna o que quer ser que progride. Percebe? Então, pense nisso.
Para ter sucesso tem que se tornar a pessoa que querer ser, aquela
pessoa que você quer ser.
Por exemplo, eu sou coach, sou palestrante, tenho vários sonhos, tenho vários objetivos na minha vida e o que é que eu tenho que fazer? Eu tenho que me preparar, eu tenho que ser o melhor agora para me preparar para esse futuro e não, simplesmente, esperar que isso caia do céu algum dia. Não.
Você é o autor do seu destino.


O que acontece quando digo “sim” a tudo?

Já se apercebeu que, muitas vezes, temos dificuldade em dizer “não” a algumas pessoas?
Eu tenho um amigo, no Brasil, muito querido e muito bem sucedido financeiramente que tem um enorme problema. Ele não consegue dizer “não” às pessoas.
Por ser tão boa pessoa, toda a gente quer almoçar com ele, jantar com ele, convidá-lo a fazer negócios, partilhar novas ideias… e o que é que acontece? Ele aceita estar com toda a gente, permanentemente. A agenda dele está sempre preenchida. Ele anda de um lado para o outro, o tempo inteiro.
O problema é que na vida nós não conseguimos apenas dizer “sim”. Quando dizemos “sim” a toda a gente, acabamos por dizer “não” a tudo o resto. Quando decidimos alocar parte do nosso tempo para fazer uma coisa, estamos a dizer “não” a tudo o resto.
Então, quando decidimos dizer “sim” ao trabalho a tempo inteiro, quando decidimos dizer “sim” aos almoços de negócios, constantemente, quando dizemos “sim” a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana, não ter férias…, nós estamos a dizer “não” a outras pessoas. E, muitas vezes, dizemos “não” às pessoas que mais amamos: as nossas famílias, os nossos companheiros, os nossos
filhos.
Não é? Porquê? Porque a gente acha que eles vão entender.
A realidade é que nós temos que fazer escolhas. Quando dizemos “sim” a toda a gente, estamos a dizer “não” a tudo o resto.
A pergunta que lhe faço é a seguinte:
– Quem são as pessoas que realmente importam na sua vida? E o que está a dizer-lhes? Às vezes, não com palavras mas com os seus atos.
“Sim” ou “Não”?


E se o amanhã não chegar?

Muitas vezes pensamos que somos imortais. Noutro dia fui ao médico fazer uma prova de esforço, um exame de rotina, apenas porque me preocupo com a minha saúde. Só que este exame veio diferente. O resultado, arritmia cardíaca. Basicamente, significa que o meu coração não bate sempre com a mesma regularidade e frequência, o batimento tem variações.
Curioso, fui pesquisar na net quais as consequências da arritmia cardíaca e descobri que há muitos atletas por causa desta condição.
Isso fez-me tomar consciência que não somos imortais.  Isso fez-me pensar que aquilo que eu quero realizar tenho que realizar hoje. Não posso deixar para amanhã pois não sei se amanhã vai chegar. Essa é a realidade. Tendo arritmia ou não.
Não sei se amanhã vai chegar porque a nossa vida muda num segundo. Isso faz-me também sentir grato. Grato pelas pequenas coisas, grato pela minha família, grato pelos meus amigos, grato pelo ar que respiro, grato pelas flores do meu jardim, por poder usufruir da companhia do meu cão… tudo isso é maravilhoso.
O resultado deste exame também me fez pensar sobre os sonhos que tenho. Esperar pelo final da vida para realizá-los ou persegui-los já? E porque não? O que nos impede de ir atrás dos nossos sonhos já?


Como meditar de forma simples e eficaz

A primeira coisa que eu faço de manhã é meditar. É algo que aprendi recentemente.
Não sou grande guru disso. Aliás, não sou grande guru de nada mas essa coisa da meditação, que eu comecei a aprender, comecei a aplicar na minha vida é interessante.
Existem vários tipos de meditação mas eu não conheço quase nenhum. Só a que eu aprendi a fazer. Uma que eu acho que é muito poderosa, muito forte e que faz sentido para mim.
Eu sento-me (convém que seja em algo com encosto para as costas, que me permita manter as costas eretas) e, simplesmente, fico em silêncio. Coloco o som de um sino suave  e fico em silêncio.
Quando eu fico em silêncio é interessante. É aquele momento em que a minha mente começa a pular, de um lado para o outro, como um macaco. Os budistas chamam a esse estado da mente de “macaco bêbedo”.
De repente, a mente começa a acalmar, a acalmar. A ideia é simplesmente acalmar a sua mente, os seus pensamentos, fica nesse estado. Ou seja, não tem nenhum segredo, não tem que se fugir, não tem que viajar.
Todas as grandes religiões falam de meditação. O cristianismo, o budismo, as grandes religiões do mundo falam muito de meditação como um meio para pararmos e ficarmos só com nós mesmos.
Hoje em dia, não temos tempo. Não tiramos tempo para nós. A meditação é um tempo que nós temos para nós. Bastam cinco minutos.
Eu imagino um céu azul e os pensamentos como nuvens . Reconheço que chegam mas deixo-as passar. Deixo-as passar. Vão para um lado, vão para o outro.
Tente tranquilamente, cada vez mais, esvaziar a mente, esvaziar aos pouquinhos.
Eu não acredito que a gente fique com a mente completamente vazia. Nem sei se isso é possível mas acho que nem é esse o propósito. Julgo que é simplesmente conseguir acalmar, viver no momento de agora, o momento agora, o momento presente.
Nós, seres humanos – diferentes dos cães, que estão sempre e unicamente a viver o momento presente – choramos o passado e ficamos a tentar inventar o futuro. Temos muita dificuldade em viver o momento presente. A meditação é muito poderosa pois ajuda-nos a viver e entender o momento presente. Esquecemos tudo o resto, deixamos passar aqueles pensamentos e vivemos o momento.
A meditação é a primeira coisa que eu faço quando acordo e ajuda-me também a controlar as minhas emoções ao longo do dia. Porque as nossas emoções são como um barco em alto mar. Vão para um lado, vão para o outro. Onda para lá, onda para cá, vai para cima, vai para baixo… as suas emoções são assim. Até ao momento em que entendemos que temos a capacidade de controlá-las.
A partir desse momento, que estamos conscientes que conseguimos controlar as nossas emoções, todo o nosso dia é mais tranquilo.


Como usar afirmações para transformar a sua vida

O que é que são as afirmações? Afirmação é, simplesmente, dizer para si mesmo aquilo que quer ouvir.
Nós vivemos num mundo em que somos constantemente bombardeados com informação através dos jornais, das revistas, da televisão. Normalmente, desgraças. E é isso que alimenta a nossa mente.
Afirmação é também tudo aquilo que ouviu desde criança. Quando a sua mãe dizia: “não vales nada, não prestas”, ou o seu pai dizia: “esse menino não vai dar nada na vida” e você aceitou aquilo. É uma afirmação que entrou na sua cabeça.
Se recebemos informação e afirmação disso tudo nós também podemos – nós mesmos – escolhermos a afirmação que nós queremos dizer e acreditar. Dou um exemplo.
Eu nunca achei que fosse capaz de escrever. Por algum motivo, escrever é uma coisa que para mim era inalcançável. Somente para as pessoas muito inteligentes, génios. E eu comecei a questionar-me.
Mas porque é que eu não sou capaz de escrever? Eu também sou capaz de escrever. Comecei a repetir isso para mim. Que eu escrevo um livro de sucesso e eu tenho criatividade para escrever um livro.
A partir do momento que eu comecei a repetir isso todos os dias, eu comecei a acreditar nisso. Eu comecei a acreditar que eu também tenho capacidade para escrever um livro. Que eu também tenho criatividade.
Porque é que existem grandes autores que escrevem livros e livros e livros e eu não posso escrever ? O que é que eles têm de tão especial que eu não tenho? Talvez existam pessoas que têm habilidades um pouco mais requintadas, que escrevam livros melhores que outras pessoas. Ok. Eu posso até aceitar isso. Que o Ronaldinho Gaúcho tem mais habilidade do que eu para jogar futebol…
… mas eu também posso jogar futebol, eu também posso escrever um livro, eu também posso dar uma palestra, eu também posso ser um bom profissional, eu também possa arranjar um bom emprego.
Mas você tem que acreditar nisso primeiro. Porque se você não acredita quem é que vai acreditar?
Quando vai a uma entrevista de emprego, está à frente da pessoa, de um emprego que você quer, de uma empresa que você quer mas não acredita que é capaz de fazer aquilo, você acha que a outra pessoa vai acreditar também? Não vai. Se não acredita em si mesmo…
Há ainda uma questão ainda mais profunda, que é a questão do amor.
As pessoas hoje em dia já não se amam. As pessoas hoje em dia conseguem dizer eu amo-te a outras pessoas mas não consegue dizer “eu te amo” para si mesmo.
Quando não se consegue amar, que amor quer dar ao mundo se não tem amor próprio? Porque todo o mundo te disse que és feia(o) ou gorda(o)? E você acreditou.
E se agora começássemos a acreditar noutras coisas? Começássemos a escolher aquilo em que queremos acreditar?
Eu escolho acreditar que eu me amo. Por isso é que eu digo todos os dias para mim mesmo: eu amo-me, eu amo-me. E não tenho
vergonha de dizer que eu me amo. Porque se eu quero amar a minha esposa, se eu quero amar as minhas filhas, quero amar os meus amigos eu tenho que me amar a mim mesmo primeiro.
A pessoa mais importante da minha vida sou eu. A pessoa mais importante da tua vida és tu.
A afirmação é um exercício muito poderoso. De começar a plantar sementes na nossa mente. Nós queremos que cresçam árvores dessas sementes e não porcarias que existem no mundo.
Eu escolho o que entra no meu mundo. O meu mundo é meu. O seu mundo é seu. Ou você constrói o seu mundo ou outras pessoas vão
construí-lo por si.


Encontra o teu propósito e realiza-te

Será que eu posso ser um grande profissional, uma pessoa que faz bem o seu trabalho e, ainda assim, viver o meu propósito de vida? Claro que sim. Nós podemos fazer isso. Aliás, nós devemos fazer isso. Porque isso é a única coisa que dá sentido à nossa vida.
Nós podemos considerar-nos um simples vendedor de casas ou podemos considerar-nos uma pessoa que realiza o sonho de outras pessoas.
É só mudar o seu mindset que você já muda a maneira como vê as coisas e encara o seu dia a dia.
Pode só querer receber a sua comissão no fim do mês ou pode fazer com que o seu trabalho seja também o seu propósito.
Você pode criar o seu trabalho para ser o seu propósito, mesmo. Literalmente.
Todos os trabalhos são nobres, desde que não minta para as outras pessoas. Porque hoje em dia eu vejo um problema grande. É que existe muita mentira para você conseguir passar o seu produto, para você conseguir vender a sua ideia. Então as pessoas mentem umas para as outras.
Exemplo disso, a indústria alimentar. Criam produtos que fazem mal às pessoas, sabem que fazem e, ainda assim, vendem aquilo como se fosse uma coisa maravilhosa. Nesse caso, é difícil encontrar um propósito. Quando sabe que aquilo que está a produzir está a fazer mal a outra pessoa.
No entanto, em muitas outras coisas da nossa sociedade, nós conseguimos atribuir um valor verdadeiro para a nossa vida. Para a construção do nosso propósito e para a vida das outras pessoas.
Como? Nós estamos sempre a vender alguma coisa, não é? Mesmo que seja o nosso serviço, mesmo que sejamos nós mesmos, nós estamos todos os dias, constantemente, em modo de venda. Então, se você sabe que aquele produto que tem realmente é bom e pode ajudar aquela empresa, pode ajudar uma outra instituição, pode ajudar uma outra pessoa, então você vai entregar esse valor e isso vai preencher-te também.
Eu acredito que nós podemos ser excelentes profissionais, aliás, nós seremos muito melhores profissionais quando aquilo que nós fazemos vai ao encontro dos nossos valores.
Se aquilo que nós fazemos profissionalmente é incompatível com os nossos valores, então nós viveremos de uma maneira
miserável. Porque você sabe que está a fazer uma coisa que vai contra a sua natureza e isso é mau. Isso é mau.
Mas você pode encontrar, nem que tenha que trocar de emprego, pode encontrar uma coisa que faz realmente sentido para si. E vai fazer com muito mais amor, muito mais vontade, muito mais dedicação e, no final, vai ser muito mais
realizado como pessoa e como profissional.


Não se julgue. Você tem valor.

Durante a minha viagem em Banguecoque conheci uma menina que me marcou muito.
Conversei com ela durante algum tempo. Foi uma conversa muito marcante para mim.
Contou-me que durante um determinado período da sua vida teve que vender o seu próprio corpo para sustentar a família. Ela sentia-se extremamente culpada, com vergonha dela própria.
Comecei por lhe dizer que ela era importante, pois é mesmo. Disse-lhe que ela é preciosa e tem valor.
O que ela teve que fazer, momentaneamente, não representa o que ela é.
Não representa. Foi apenas um papel que desempenhou durante um momento para poder sustentar uma família inteira.
É claro que a sociedade vai olhar para ela e vai julgá-la. É claro que a sociedade vai olhar de cima, apontar-lhe o dedo e dizer que vendeu o seu corpo.
Todo o mundo adora julgar os outros. Apontar o dedo. Dizer que a pessoa é isto ou aquilo.
Ela não tem que se sentir culpada pois aquilo que ela fez não é aquilo que ela é. Aquilo não a representa.
Aquela menina… você, é muito mais do que os papeis que representa. É muito mais do que isso, muito mais importante que isso. Muito mais valioso do que isso.
O mesmo se aplica a um CEO de uma empresa ou alguém que ocupa um cargo muito importante.
Quantos já conheci que para a sociedade são uma referência, a todos os níveis, mas se sentem pessoas profundamente infelizes, destruídas, tristes e sozinhas.
São vistos como mini-deuses, pois a sociedade trata-os como tal. Mas também eles precisam de pessoas ao seu redor, de afeto, de atenção, de carinho, de se aceitarem a eles mesmos e aceitarem os outros. No entanto, nós só vamos encontrar tudo isso se soubermos quem nós somos. Se entendermos quem somos realmente.
Uma pessoa que vende o seu corpo só vai entender que é valiosa se entender que o seu valor está dentro de si e não depende de nada exterior. Não é o que a sociedade diz ou julga que a define, que determina quem ela é. Nada pode determinar quem ela é.
Ninguém pode determinar quem você é. Ninguém pode fazer-lhe mal. Só você se pode magoar a si próprio. Só você tem a capacidade de deixar que os outros o magoem pois é muito maior que tudo isso.
Temos que entender que nós somos muito maiores do que aquilo que nós representamos na sociedade.

 


Que vida quer viver?

As pessoas perguntam-me porque tenho por hábito acordar às cinco da manhã.
A resposta é simples. É o único momento que tenho para mim mesmo, para conversar comigo, para meditar, para escrever, ler… é um momento que eu tenho comigo. E é espetacular.
Não é necessário acordar à mesma hora que eu. Pode acordar meia hora antes da sua hora habitual para despertar mas é importante ter tempo só para si. Porque senão acorda com os seus problemas e a sua vida vira simplesmente uma bola de neve, onde são as obrigações diárias que o controlam e não o contrário.
Que tipo de vida é essa ? Que tipo de vida queremos viver?
Se nós não conseguirmos tirar um bocadinho de tempo para nós mesmos, se não conseguimos dar um propósito, um sentido à nossa vida e apenas vamos vivendo naquela roda viva, de repente, olhamos para trás e passaram 10, 20, 30, 40 anos da nossa vida em que tudo se manteve igual.
Onde não evoluiu, não cresceu, não leu nenhum livro, não desenvolveu nada. Essa é a vida que quer? Essa é a sua passagem pela Terra?
Qual é o real sentido? Qual é o verdadeiro propósito de eu estar aqui, de nós estarmos aqui? Eu me recuso a viver assim.
Eu me recuso simplesmente a sobreviver.
Eu acho que a vida é muito mais preciosa que isso, é muito mais forte que isso. Eu acho que eu posso fazer diferença na vida dos outros e eu acho que a nossa vida faz muito mais sentido se a nossa vida for resposta para a vida dos outros também.
Isso dá-nos muito mais sentido. E isso dá-nos uma sensação de pertença, de pertencer, de fazer parte de alguma coisa maior que nós mesmos.
Eu realmente acho que quando a gente encontra um propósito que é maior do que nós mesmos, os nossos egoísmos, as nossas coisinhas, a nossa vidinha, a nossa vida passa para outro nível de satisfação, outro nível de realização.
Uma das pessoas mais felizes do mundo deve ter sido Madre Teresa de Calcutá porque ela entregou-se, pelos outros, por uma causa que era maior do que ela mesmo, que dura até hoje.
Não precisamos ser a Madre Teresa de Calcutá mas precisamos saber que a nossa vida tem algum impacto, faz alguma diferença neste mundo senão perde o sentido.
Irá chegar ao último dia da sua vida, vai olhar pra trás e, certamente, não vai dizer:
– Fui um grande gestor daquela empresa! Eu representei aquela empresa com todas as minhas forças! Isso é o que me dá orgulho de viver e sei que eu vou morrer agora estou feliz porque eu fiz o nome daquela empresa
brilhar.
Que vida é que é essa? A sério. O que estamos a fazer?

 


Quem é você?

A sociedade vive atualmente um problema sério. As pessoas confundem quem são com o que fazem.
Explico melhor. As pessoas passaram a confundir a sua identidade com os papéis que representam na sociedade.
Por exemplo, o CEO de uma empresa é o CEO da empresa? Não. Ele representa o papel de CEO temporariamente. Porque se ele fosse o CEO da empresa, se ele fosse mesmo o CEO da empresa, ele ia ser o CEO da empresa para sempre. E ele é aquilo? Ele não é aquilo. Porque da noite para o dia ele pode ser mandado embora. E aí? Acabou a identidade dele? Acabou a vida
dele?
Isto é o que acontece na nossa sociedade muitas vezes. As pessoas acham que são aquilo que elas representam ser.
No meu caso, porque me convidam para dar palestras nas empresas? Certamente porque sou empresário, sou bem sucedido, gostam da minha forma de falar… mas, e se eu perdesse tudo? E se eu fosse viver na rua? Será que as empresas continuariam a convidar-me?
Mas a minha identidade não mudou. Eu continuaria a ser o Rafael. Ou seja, eu não posso confundir aquilo que eu faço e
aquilo que eu represento com a minha identidade. E é por isso acontecer que atualmente há tantas pessoas que entram em depressão.
O Cristiano Ronaldo não é jogador de futebol. Ele simplesmente joga futebol. É um dos papéis que ele representa na vida dele
mas ele é muito mais do que isso. Ele é muito mais profundo que isso.
Estamos tão embrenhados nos papéis que desempenhamos diariamente que confundimos tudo.
Se o Cristiano tivesse uma lesão e não pudesse jogar mais futebol quem ele ia ser? Ele continua a ser o Cristiano Ronaldo mas
para as pessoas não. Porque as pessoas vêem-no como o Cristiano Ronaldo (jogador de futebol).
O que é que você vai ser se tudo na sua vida hoje mudar? A sua essência real, quem é?
Nós temos que ter tempo para estarmos connosco próprios para descobrirmo-nos, para vivermos quem nós
somos. Por isso, eu acordo todos os dias às cinco da manhã, porque é o único tempo do dia que o Rafael fica com o Rafael. Que eu me redescubro e eu estou comigo mesmo. Porque o resto do dia eu estou a cumprir papéis. Papel de empresário, papéis de coach, papel de palestrante, papel de pai, papel de marido… porque isso tudo faz parte de mim. Mas esse não sou eu.
Eu não digo que quando as pessoas me chamam para dar uma palestra é só com o interesse. Não é isso. Não é porque as pessoas não se interessam pelo Rafael. É porque as pessoas não conhecem o Rafael. Elas conhecem uma representação do
Rafael.
E é engraçado como as pessoas vivem iludidas ao achar que são aquilo. Elas acham-se muito importantes na nossa sociedade. Acham que porque têm dinheiro são importantes. Acham que porque são Presidentes de qualquer coisa são importantes. Ninguém é nada. Na realidade ninguém é nada porque o mundo vive.
Existiam pessoas riquíssimas na Síria que, certamente, se achavam importantes. E agora? Mudou o mundo deles inteiro. E agora não passam de uns refugiados. Mas aquela pessoa continua a ser importante.
Hoje em dia, na sociedade, as pessoas pararam de se achar importantes. Sabe porquê? Porque elas colocam a importância no cargo, colocam importância no dinheiro, colocam importância em algo externo e não nelas mesmo.
Aquelas pessoas da Síria, refugiados, continuam a ser importantes porque elas são únicas e são importantes.
Eu sou uma pessoa importante mas não por aquilo que eu represento para a sociedade.
Eu sou importante porque eu sou único. Porque eu sou o Rafael. Não tem ninguém no mundo como eu. Não tem ninguém no mundo como tu. Não tem.
E isso é que faz você ser uma pessoa importante. Não o cargo que as pessoas representam.
Só que vivemos num mundo de ilusão, num mundo em que as pessoas acham que o cargo delas
dá-lhes importância. Não.
Temos que entender que nós é que somos importantes e que nós é que somos valiosos.
Isso faz de nós uma pessoa importante, feliz, realizada. Porque está dentro de nós.


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